terça-feira, 8 de outubro de 2013

Poesia:"Quando o dinheiro supera os valores"

Poesia:

Quando o dinheiro supera os valores
Por:Maria Inêz Narciso Lobato

Quando o dinheiro supera os valores
A sociedade passa a sentir os horrores
Da violência e da falta de paz
De uma gente a quem nada já não satisfaz.

O respeito e a dignidade
São os primeiros a se esvaírem
Logo depois, o amor e a solidariedade
São os próximos a decaírem

Ai não tem Chico que aguente
Não tem Dilma, Joaquins ou Joãos
Tudo fica perdido
As rédeas fogem das nossas mãos.

Enquanto há tempo, reflitam
Sobre a realidade que está posta
Saúde, segurança e educação
Cada vez mais estão sendo expostas.

Médicos, engenheiros, professores...
todos com baixa capacitação
Onda de mortes e violências em cada canto
Silencia-se  a voz do coração
Eleva-se, e muito, o pranto.

É preciso se conscientizar
Da parte que nos cabe, tomar conta
Pois se criança, jovem e adulto  não se politizar
Nada dará jeito;
 nem com as tecnologias de ponta.


Aposentadoria... sonho ou realidade nos dias atuais?




Aposentadoria... sonho ou realidade nos dias atuais?

A aposentadoria é o sonho de todo trabalhador desde que este ingressa no mercado de trabalho. É direito garantido constitucionalmente. Momento de reflexão sobre vitórias e conquistas alcançadas e de sentimento de dever cumprido; além do início de um novo recomeço... uma nova vida, com outros afazeres e objetivos traçados, um novo redirecionamento.
No entanto, há alguns tempos, este direito começou a ser questionado e até mesmo aviltado; pasmem-se, porque as pessoas estão obtendo maior longevidade. Este dado tem servido de parâmetro para que sejam criadas leis aumentando o tempo de contribuição e de serviços prestados pelo trabalhador para adquirirem tal direito. Com isto, muitos nem chegam a aposentar-se, falecendo antes, como aconteceu com um colega nosso de profissão - digo nosso, pois também sou educadora – o João, professor de Educação Física (um dentre vários outros que se foram), ou desenvolvem doenças psicossomáticas/transtornos, como a Síndrome de Burnout; especialmente os profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada e são pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso, gerando estresse.

Ao que parece, aquele que trabalha e contribui honestamente, está sendo punido por viver mais; quando isto ocorre. Acredito que é hora de repensar os conceitos e quebrar os paradigmas que estão postos em relação a tríade trabalhadores-políticas/leis previdenciárias-longevidade para que o sonho de aposentar-se torne, realmente, uma realidade acessível a todos os que trabalham, evitando assim, que os mesmos precisem “mendigar” um benefício, como tem acontecido atualmente. Carpe diem, enquanto a aposentadoria não chega!

Texto publicado na revista Trombeta de 26 de agosto/setembro de 2013

Poesia:"30 anos da Escola Prof. Leônidas"





Poesia
30 anos da Escola Prof. Leônidas


Há trinta anos atrás,
distante do centro da cidade
A E.E. Professor Leônidas de Castro Serra nascia
Em um prédio da antiga COHAB
Para formar aqui os cidadãos
Do bairro Luizote que iniciava sua expansão.

Dona Célia Meire,
A primeira diretora da escola
Precisou ter muita firmeza e sabedoria
Para conduzir o trabalho inicial
De uma escola que seria
No bairro, seu maior bem social.

Com uma boa equipe de trabalho
Muito unida e eficiente
Conseguiram erguer a escola
Iniciando assim esta história
Que até os dias de hoje se estende.

Plantaram as àrvores que hoje aqui estão
Fizeram  melhorias e necessária adequação
Todos tiveram sua participação:
Célia, Rose, Teresa,Dora, Eneila e outros;
Especialmente,
 O saudoso professor João.

Muitos já se aposentaram
Já contribuíram para a educação
Outros já partiram deste mundo
Como Maria José, Luizmar, Aurinha e João
Porém, permanecem vivos
Em nossos corações.

Depois, veio Márcia Jane
A diretora muito humana e mãezona
Com um enorme coração
Manteve a escola estável
Priorizando a qualidade da educação.

Atuou sempre com firmeza
Cuidando das boas relações humanas na escola
Acudia tudo com presteza...
Do administrativo ao pedagógico
Com tudo ela se preocupava
E a escola organizada, caminhava.


Finalmente, veio Polyana,
 Nossa diretora festeira
Que luta para manter o status
De escola de qualidade e ordeira.

Numa sociedade pós-moderna
E com clientela bem diferente
Não tem sido fácil seu trabalho
Porém, com apoio de uma equipe competente
Busca realizar sua função
Melhorando a cada dia sua atuação.

Cada pessoa que por aqui passou
Ou que aqui ainda está
É parte desta história
Que estou a relembrar.

Mas, o mais gratificante
Que nos dá imenso prazer
É ver que ao longo desses anos de atuação
Vários estudantes pela escola formados
No mercado de trabalho já estão.

Alguns se tornaram professores
 E como todo bom filho a velha casa torna
Hoje vivemos a realidade
De ter em nosso quadro de funcionários
Algumas dessas preciosidades.

Cidadãos de bem se tornaram
Embora alguns pelo caminho tenham se perdido
Mas a sua missão de educar
A escola tem cumprido.

E hoje, estamos aqui  reunidos
Para os 30 anos de percurso da escola comemorar
Que venham muitos outros a mais
Nossa missão estaremos a realizar!
Parabéns a todos !


Maria Inêz Narciso Lobato





                                                                             Uberlândia-MG

Out./2013

domingo, 23 de junho de 2013

2ª Carta à presidenta Dilma Roussef

Ilma. Sra. Presidenta da República do Brasil - Dilma Roussef

Cordiais saudações

Sou uma educadora mineira e venho por meio desta manifestar  minha indignação pela forma como tem sido conduzida a política salarial referente a classe dos professores mineiros. Creio que seja de vosso conhecimento a forma desrespeitosa como foi implantado o subsídio em MG – não foi respeitado o direito de escolha dos professores/ educadores que optaram por continuar no “Plano antigo”. Bem sabemos nós, subsídio é para quem não tem Plano de Carreira, e nós tínhamos um;  diga-se de passagem, muito bom. Sei que é difícil interferir no Plano de gestão dos Estados; porém, se alguém pode fazê-lo é Vossa Excelência, pois nosso atual governador e sua equipe não tem nos respeitado – somos oprimidos, nos é cobrado trabalhar focando apenas avaliações sistêmicas- o foco da educação mineira passou a ser as avaliações externas e, do meu ponto de vista, isto  está errado. Não estou questionando a validade destas avaliações e, sim, a forma abusiva como vem sendo utilizada- chega-se ao disparate de atrelar o salário dos professores ao resultado do desempenho dos alunos, num forte apelo ao PQT- Plano de Qualidade Total, de cunho neo liberalista. Estão tratando a escola como uma indústria, onde o produto é pronto e acabado e, se não me falha a memória, lidamos com SERES HUMANOS em constante processo de construção. Vossa Excelência bem sabe e muito tem se preocupado com os menos favorecidos, o que é louvável; no entanto, creio que está na hora de preocupar-se com aqueles que formam todos os profissionais, inclusive os presidentes, que são os educadores. Estes, estão sucumbindo; a maioria , quando chegam a aposentar-se, já estão muito doentes. Os educadores mineiros estão cansados de falácias, de marketing de mídias tendenciosas que divulgam e mascaram a realidade educacional mineira. As entidades governamentais estão agindo como se o que importasse fosse somente a classe discente; lêdo engano. Até onde meu conhecimento alcança, não existe discência sem docência, nem docência sem discência- como bem afirmava nosso saudoso Paulo Freire; nossas autoridades deveriam saber disso há muito tempo. Ressalto o fato de estarmos inseridos em um sistema capitalista e assim, termos nossas necessidades pessoais, o que requer que sejamos  remunerados com salários justos pelo nosso trabalho. A classe  de professorado está esvaziada, como mostram as pesquisas; em muitos cursos de licenciatura é baixo o índice de formandos, como na Matemática e Física, por exemplo. A educação mineira- falo desta porque é a que vivencio – está sendo reduzida a meros números, o que se torna muitíssimo perigoso para o país. A desvalorização da escola e enfraquecimento da família faz com que o índice de violência aumente; o que forçará o Estado a assumir o real papel para o qual foi criado – manter a sociedade organizada. Louvo sua atitude a nível nacional de proporcionar cursos de formação de professores pela UAB e sua preocupação em aumentar as verbas destinadas à educação, com o pré-sal. Sugiro que tais verbas sejam mais bem fiscalizadas e que amplie os cursos de formação, abarcando mestrados também - neste reside meu interesse. Tenho certeza que olhará com carinho para o que ora estou a relatar e dentro de suas possibilidades, tomará as providências cabíveis.

Obrigada!
Maria Inêz Narciso Lobato
Professora/ Pedagoga atuante em MG



Para falar com a presidenta - http://acao.dilma.com.br/page/s/site-contato

Simpósio em muitos P’s*

Simpósio em muitos P’s*
Para produzir simpósio perfeito, Pedagogia precisou procurar profissionais preparados para palestrar aos participantes; prioritariamente, políticas públicas pedagógicas  para o presente.
“A priori”, programadores precisaram primar pela persistência e pesquisa. Professores palestrantes precisaram pensar e projetar problemas pertinentes para  parlar  e provocar perguntas e ponderações  pelos  participantes.
Precisamente, pela proposição prioritária precípua da Pedagogia,  pudemos prestigiar e participar do VII Simpósio Internacional: “O Estado e as Políticas Públicas educacionais no tempo presente”.
Parabéns, professores  palestrantes, pedagogos principiantes, professores participantes e programadores .
Procuremos pensar e produzir programas e projetos priorizando o pedagógico para posteridade.
Progressos planejados podem produzir proficiência. Pensem!

Por: Maria Inêz Narciso Lobato

*Texto repassado a Coordenadora do  VII Simpósio Internacional: “O Estado e as Políticas Públicas educacionais no tempo presente”, na UFU - 19 a 21 de junho de 2013