segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Poesia:Memórias de uma velha





Memórias de uma velha

A beira de um fogão de lenha
Não importa qual idade tenha
A velha conta suas histórias
Do  tempo de suas vitórias.

Com os seus, no entorno da mesa
A rotineira alegria e beleza
Todos ali a fome e a sede saciavam
E seu dia a dia revelavam.

Agora só resta a tristeza
E a saudade daqueles que ali não estão mais
Que a alguns tempos atrás
Ali conversavam, riam,brigavam ou rezavam
E no final, se entendiam
Pois se respeitavam.

Alguns de suas proezas
Ali até se exaltavam
Outros calados, mas com fineza
A estes apenas ouviam e aprovavam.

E no final do dia as tristezas
Lentamente se esvaíam
Pois a noite, com seu silêncio e mistérios
Aos poucos a todos cobria.

O tempo passou como ventos
Só permanece o fogão, a velha e seus pensamentos
Ali sozinha e envolta na manta de uma história
Que permanece guardada em sua memória.

Poesia: A casa no pé da serra



Poesia:

A casa no pé da serra

Uma casa na beira da estrada
Sem telha, sem vida, sem nada
Um dia já foi um cenário
De alegria, amor, movimento
e cantos de muitos canários

Incrustada no pé da serra
Da serra de nome Saudade
Já viu história de muito pavor e dor
E também de amor e felicidade.

Ali descansou muita gente
Do rico ao pobre viajor
Que na estrada, de viajar ou andar, cansados
Seus fardos ali deixados.

Quem a vê hoje desse jeito
 Não sabe o que ali se passou
Os prantos que ali se derramou
Por amores que não cabiam no peito
Ou de felicidade que se suspirou
Muito além do preconceito.

Nas curvas lá da serra
Histórias construídas e desconstruídas
A casa guarda na memória
A saga de muita história
De gente de sonhos imbuída.

Poesia: Estrada



Poesia:

Estradas

Estrada de idas e vindas
A alguns dá vida, de outros a tira
A muitos encanta e fascina
A outros, simplesmente pira.

Estrada onde passa bonança
Que leva a toda parte o progresso
De muitos tira a esperança
De ter na vida o merecido sucesso.

Estrada... estradas...
Por onde circula a vida
É a mesma estrada onde um dia
A vida de muitos é tolhida.

Pessoas sem responsa ou habilidade
Na pressa de chegar mais cedo ao destino
Faz dessa estrada na vida
Um instrumento de infelicidade.

A mesma cobra a educação
Daqueles que nela transita
Para que possa continuar sendo, então
Aquela onde só circule a vida
Em todos seus quilômetros de extensão.

Estrada...
Sonhos...encontros...
ousadias...paixão...
Alegria ou tristeza...
Início ou finalização.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Poesia



POESIA
(Maria Inêz Narciso Lobato)


Poesia é o canto da alma
O acalanto que acalma
A música que embriaga
Do mais culto
Ao menos letrado leitor.

Ler poesia
É viajar sem pé na estrada
Concentrar ou dar gargalhada
É viver sentimento inesperado
E emocionar-se um bocado.

Fazer poesia
É brincar com as palavras
E também com os sentimentos.
Basta por um lápis na mão
E falar com o coração.

Se você não acredita
O que está esperando
Para poder experimentar
Esta emoção salutar?
Venha... seja o poeta do dia
Deixe sua emoção extravasar!



Poesia  parte integrante do livro "Assim nascem os poetas" 
construído durante a 
 SEMANA LITERÁRIA  de 2012, 
turno noturno da E.M. Dr. Gladsen Guerra de Rezende