quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

http://www.youtube.com/watch?v=rxUikoH0D8I&feature=player_embedded#t=96shttp://www.youtube.com/watch?v=rxUikoH0D8I&feature=player_embedded#t=96s
Ditadura na democracia?

Impressionante os caminhos que as políticas públicas têm tomado nos últimos tempos; tanto no Brasil quanto no restante do mundo. Parece um trem desgovernado, como ressalta a música: “Quê que há meu país”, de Chitãozinho e Xororó.
Em Minas Gerais não é diferente; talvez um pouco pior, dado ao fato deste estado ter uma das maiores arrecadações do país e ser onde se vivencia a política mais arroxante – a grande maioria dos servidores públicos não está satisfeita com a política de Anastasia vigente em Minas. Como no governo anterior, se gasta quantias exorbitantes em propagandas e nunca se tem dinheiro para pagar um salário digno ao funcionalismo público. Basta verificar as últimas manifestações ocorridas na educação e na secretaria de defesa social, onde os manifestantes foram tratados como meliantes, com uso da força para conter o “grito dos oprimidos”, as angústias vividas no silêncio de uma “ditadura velada” que não permite a voz do oprimido sobressair, sufocando-o. Não entende ou não quer entender que se não investir-se no humano, qualquer atitude será frustrada. Fazem questão de ignorar tal fato, fechar os olhos a realidade e continuar com tais políticas extremistas. Isto é típico de políticas neo-liberalistas, base do sistema capitalista cruel que centraliza nas mãos de poucos a riqueza que deveria ser acessível a todos; porém, centra-se nas mãos de poucos privilegiados que massacram os menos favorecidos.
Como dizia Rousseau, “o poder corrompe” e isto é visível nesta gestão atual. Faz-se e desfaz-se sem ninguém barrar decisões autoritárias; nem mesmo a presidenta. “Eu sou a lei”; é isto que tais atitudes autoritárias dizem; isto, com apoio de muitos parlamentares que apóiam decisões extremamente autoritárias, violando a liberdade de decisão dos trabalhadores, como o que ocorreu com os professores que não foram ouvidos ao se impor a eles o regime de subsídio a todos, mesmo com a grande maioria destes discordando de tal decisão. Até se deram o direito de comemorar a vitória, como foi divulgado pela mídia televisiva.
Eh... parece-me que a frase - Cada povo tem o governo que merece - nunca foi tão atual. Mas será que merecemos mesmo tanto desdém das pessoas a quem foi delegado o poder para tomar decisões em nosso nome? Será que a classe oprimida precisa de ver renascer com outra máscara a ditadura que dilacerou famílias e uma geração de pessoas, novamente??? Estes questionamentos não calam e cada vez mais continuam latentes e necessários em minha cabeça de educadora. Cabe a cada pessoa trabalhadora refletir e ponderar o que realmente está acontecendo em Minas Gerais e reagir diante de tantas imposições.